A Flying Fish é a cerveja saborizada da Ambev e é patrocinadora oficial da Copa do Mundo FIFA 2026. Feita pra geração Z, toda a direção de arte nasceu desse recorte: linguagem, ritmo e referência visual pensados pra falar diretamente com esse público. O shooting da campanha foi produzido com IA — imagens e vídeos — dentro de um mesmo universo visual. O desafio mais delicado foi a consistência de elenco. Cada pessoa precisava parecer sempre a mesma pessoa, com as mesmas características de rosto, traço e identidade. Manter o elenco fiel ao longo de toda a produção é o que sustenta a campanha como um conjunto coeso, e não como imagens soltas. Esse controle é o coração do trabalho.

Todo mundo está fazendo imagem com IA hoje; virou commodity, está em todo feed. A diferença não está em usar a ferramenta, está no acabamento. Aqui a entrega é em 4K de verdade: dá pra dar zoom e ver poro, textura de pele, o fio de cabelo fora do lugar. Nada daquele plástico de IA genérica. A seguir, a imagem completa e, na sequência, os closes dos detalhes — justamente pra mostrar que a qualidade aguenta a aproximação. É no recorte que se vê a mão de direção de arte.



No vídeo o jogo ainda é outro. As ferramentas de movimento não estão tão maduras quanto as de imagem, então a entrega varia conforme o direcional: parte sai em 1080p, parte chega a 4K dependendo da cena e do tipo de movimento que a peça pede. É uma escolha técnica consciente, não um limite escondido. 

Mais do que provar que dá pra fazer publicidade com IA — isso já é dado —, este projeto mostra o que separa o genérico do dirigido. A ferramenta está na mão de todo mundo. A diferença está em quem sabe o que pedir, o que recusar e onde a régua de qualidade não pode descer. 

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