A Natura e a Avon trabalham em ciclos — e ciclo não espera. A cada poucas semanas uma nova campanha precisa estar pronta, completa e impecável nas mãos das consultoras de beleza, antes mesmo de chegar ao consumidor final. Esse era o nosso ritmo na agência: prazos curtos, alto volume, zero margem para atraso. Recebíamos os Key Visuals já desenvolvidos pela marca e nos cabia desdobrá-los em todos os pontos de contato com a força de vendas — público que vem antes do consumidor e que precisa do material com tempo para estudar, se preparar e vender.
O atendimento era para a consultora, não para o público final, e cada dia perdido na produção
era um dia a menos na rua. Velocidade e fidelidade à marca, ao mesmo tempo, em cada peça.
O atendimento era para a consultora, não para o público final, e cada dia perdido na produção
era um dia a menos na rua. Velocidade e fidelidade à marca, ao mesmo tempo, em cada peça.
No impresso, o desafio era estender a linguagem do KV para peças com outra lógica de leitura, preservando coerência cromática, hierarquia de informação e o equilíbrio entre fotografia de produto e elementos gráficos da campanha. Fidelidade visual é fundamental para uma marca de beleza, em que a percepção de qualidade do produto começa pela imagem. O resultado eram materiais que respiravam o mesmo ar do KV original, mas funcionavam com clareza dentro dos seus próprios formatos e propósitos.
As apresentações eram feitas para as consultoras — quem vende antes que o produto chegue ao consumidor. Partíamos das revistas, originalmente diagramadas para o impresso,
e reestruturávamos toda a narrativa em PowerPoint. Outra mídia, outro ritmo, outra forma de leitura: o que era página dupla virava sequência de slides, o que era texto corrido virava destaque visual. Um trabalho de tradução entre linguagens, mantendo a identidade das marcas e das linhas vivas em cada slide; entregando à consultora informação clara.