Toda família tem um jeito próprio de guardar suas memórias. Quando o mundo é vivido por um olhar único — como o das pessoas no espectro autista — cada lembrança ganha uma textura, uma intensidade, um detalhe que ninguém mais enxerga da mesma forma.Foi a partir dessa sensibilidade que construímos este filme para a Piracanjuba. Um projeto desenvolvido inteiramente com IA, do primeiro frame ao último, em que cada ambiente, cada objeto e cada gesto foram gerados para abrigar algo maior do que a própria imagem: a memória real de quem vive essa história todos os dias.
Antes da emoção, a estrutura. Cada cena foi criada em IA com áreas em chroma verde estrategicamente posicionadas — geladeiras, porta-retratos, polaroids, telas de celular, molduras espalhadas pela casa. Esses espaços não são apenas técnicos: são pausas propositais, lugares deixados em aberto para receber o que nenhuma IA seria capaz de inventar — a verdade afetiva de uma família real.
Com os chromas substituídos pelas fotografias reais da família, o filme ganha sua camada final: sincronização precisa entre imagem e fotografia, locução conduzindo a narrativa emocional, trilha sonora costurando o ritmo dos afetos e cartela de assinatura Piracanjuba fechando o arco da história. O resultado é um filme em que a tecnologia se apaga para que a história apareça.
A IA constrói o mundo; a família o preenche.